terça-feira, 30 de setembro de 2014

domingo, 28 de setembro de 2014

LIMPEZA DO LAGO IGAPÓ DE LONDRINA 1973

Quando o lago Igapó foi fechado pela primeira vez, muita coisa ficou para trás, sem ser desmanchado,, como casa,,, chiqueiros,, instalações e árvores de pé,,, então lá por 1973/4, esvaziaram o lago para fazer uma limpeza geral . Cliquei a foto nestes dias,, estava com meu amigo Valmir Niero, que observava os serviços.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ARQUITETURA - CASAS DE MADEIRA JAPONESAS NO NORTE DO PARANÁ

FOLHA DE LONDRINA

O legado dos carpinteiros japoneses

Casas construídas por imigrantes são carregadas de simbolismo; arquiteto londrinense resgatou trabalho em livro

Mônica Nakabayashi: "Precisamos resgatar sempre tudo que faz parte da nossa cultura e do que nos originou"
Anderson CoelhoLondrina - Para quem é leigo em arquitetura ou cultura japonesa, os poucos exemplares de casas de madeira em Londrina que ainda restam em bairros como Vila Cazoni, Vila Nova e Vila Brasil, construídas em sua maioria entre os anos 1950 e 1960, podem parecer iguais a outras tantas residências. Mas o legado histórico e a marca cultural que os carpinteiros japoneses deixaram nessas casas é inegável e digno de admiração, principalmente para estudiosos da área.

Para resgatar e eternizar esse passado, já que o avanço da cidade não permitiu que a maioria dessas casas continuasse em pé, o arquiteto e professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Antônio Carlos Zani, dedicou um capítulo no livro "Arquitetura em Madeira" ao trabalho deixado pelos carpinteiros japoneses em Londrina. Zani sempre foi um entusiasta da arquitetura de madeira, e estudando as diferentes construções começou a perceber as diferenças das casas construídas por carpinteiros japoneses.

"Nos anos 1980 demoliu-se muitas dessas casas de madeira, então resolvi começar a registrar esses trabalhos, andando pela cidade e tirando foto de cada uma. Em relação a essas construções dos imigrantes japoneses, ficou um registro mesmo de como o povo vivia naquela época", ressalta. "A arquitetura de madeira embasou toda a construção da cidade. Muitos falavam que eram construções efêmeras, mas não é bem assim. Todo o Norte do Paraná foi construído com madeira, pela abundância do material, principalmente a peroba rosa, e também pela rapidez na construção, e muitas edificações permanecem até hoje", explica.

Zani chama atenção no livro a alguns elementos arquitetônicos que seriam característicos dos daikusan, como eram chamados os carpinteiros e "arquitetos" da colônia japonesa. "São características dessas casas o telhado com forte inclinação, chamado de irimoya, e também a guenkan, varanda, e os rendilhados geométrico utilizados no emolduramento das varandas, os ranma."

NOSTALGIA
Os elementos estéticos podem passar despercebidos para muitos, mas para nisseis e sanseis, no entanto, essas características são visíveis e nostálgicas.

A arquiteta Mônica Nakabayashi, que também fez um trabalho de graduação em 1989 sobre a arquitetura japonesa, acrescenta que alguns elementos decorativos também tinham uma função específica ligada à cultura oriental. "As casas que cataloguei tinham elementos decorativos como o onigawara, um elemento de cerâmica que ficava no alto da cobertura com a função simbólica de espantar maus espíritos." Outra característica importante eram os jardins, que estavam carregados de simbolismo e misticismo, segundo ela. "O jardim sempre tinha aspecto importantíssimo, pois não era apenas para embelezar. Os tipos de plantas, seu formato e posição sempre tinham relação com as crenças para trazer proteção aos moradores, para o dono e provedor da casa, contra mau olhado ou pessoas invejosas e espíritos ruins, e também para trazer fartura, sucesso e longevidade."

Homenagem
Mônica cresceu visitando regularmente uma casa onde todos esses simbolismos estavam presentes. Seu avô paterno, Torata Nakabayashi, participou de um mutirão e ajudou a construir a própria casa, na Vila Casoni. Segundo a arquiteta, era uma casa ampla, de três quartos, varanda e jardim com lago repleto de carpas – também muito importantes na cultura japonesa, porque trazem prosperidade, longevidade e boa sorte. "Infelizmente, a casa dos meus avôs já não existe mais. Foi consumida pelo fogo na época em que estava à venda após a morte deles. Ela foi apenas mais uma que na época não tinha mais valor nenhum nem para venda, e que seria destruída de qualquer forma para dar origem as edificações mais novas e modernas."

A arquiteta lamenta que o poder público e a maioria das pessoas não se preocupa em preservar esse trabalho histórico. "Infelizmente nossa cultura é assim, não dá valor nem preserva o antigo, ainda falta muito para o brasileiro entender e aprender que também precisamos do passado e resgatar sempre tudo que faz parte da nossa cultura e do que nos originou."

O trabalho da arquiteta, segundo ela, além de resgatar esse passado, também teve o intuito de homenagear seus antepassados. "Meus avós que aqui chegaram e ajudaram a construir um pouquinho desta linda cidade, e também à toda comunidade nipônica, deixando registrado um pouco da nossa cultura que ficou impregnada em Londrina."
Paula Barbosa Ocanha
Reportagem Local

sábado, 20 de setembro de 2014

TRATOR PATROLA E ESTEIRA DOS ANOS 40 EM LONDRINA


POSTAGEM ORIGINAL DE MARIA ELENA BONZANINO.
"Benedito Albino" aquele herói anônimo, o avô compartilhado de coração; o Tratorista garboso e bondoso que me dava colo, carinho, atenção e docinhos...é êle na foto agora, todo orgulhoso no comando do trator na frente do "Mãe de Deus"...sob olhares curiosos dos alunos do Colégio! Que bom seria se pudéssemos identificar essa turminha!
— com Sr. Benedito Albino.

sábado, 6 de setembro de 2014

PRIMEIRO DIA DE LONDRINA NA VISÃO DO PIONEIRO E FUNDADOR GEORG CRAIG SMITH

GEORG CRAIG SMITH - DIÁRIO DA VIAGEM DE JATAY à LONDRINA - 20 / 21 AGOSTO DE 1929


 Na madrugada de 20 de agosto de 1929, após muitos preparativos e compras de alimentos e arreios e cangalhas e ferramentas e tudo o que seria necessário para a grande jornada heróica, essa primeira turma de pioneiros partiram de Ourinhos-SP e chegaram em Cambará-Pr., que era conhecida como “A BOCA DO SERTÃO”. Em Cambará-Pr., o Sr. Alberto Loureiro e a sua turma de trabalhadores se juntaram à caravana. 


         Era uma aventura tremenda, pois não era possível prever o que iríamos encontrar pelo caminho, talvez até índios que haviam na região de Laranjinhas-Pr., como mais tarde foram encontrados. 
         Sendo tempo seco, fizemos uma viagem relativamente boa, apesar das terríveis condições das estradas, e chegamos em Jatahy (que se chama Jataizinho) à tarde do mesmo dia. 
         Pelo caminho atravessamos três rios, antes de chegar em Jatahy. Os rios Das Cinzas e Laranjinhas atravessamos em balsa muito perigosas, mas quando chegamos ao Rio Congonhas, não havia, nem ponte, nem balsa. E agora, o que fazer? Como não era época de cheia e o leito sendo de pedra, com coragem e fé, avançamos dentro da água com o caminhão carregado e tudo, e, pela graça de Deus, conseguimos alcançar a outra margem, e com o motor roncando com toda a sua força, subimos a barranca da outra margem. 
         Com grande alívio, continuamos a viagem até chegarmos à temível Serra Morena, que era o pavor dos motoristas, pois o caminho estreito que ladeava a montanha era cheio de buracos e pedras soltas. Se os veículos não subissem de uma só arrancada, e não tivesse bons breques e parassem no meio da subida, eles corriam o perigo de rolar abismo abaixo, como de fato aconteceu com alguns. 
         Ao chegarmos no alto da serra, logo damos com a pensão e restaurante do português João Gomes e lá pudemos descansar um pouco e nos lavar e comer algo e nos preparar para a etapa final da viagem até Jataizinho, onde chegamos sem mais grandes problemas, à tarde do mesmo dia 20 de agosto de 1929. 
         Em Jatahy a Cia. havia mandado construir, por intermédio de um outro pioneiro escocês, Ian Fraser, da Cia. Territorial Maxwell, dois grandes ranchos de palmito, para servirem de alojamento, o escritório e armazém da Cia. de Terras. 
         Em Jatahy imediatamente descarregamos o caminhão e nos preparamos para continuar a jornada no dia seguinte, pois o nosso destino era as terras da Cia. de Terras Norte do Paraná, que estavam ainda há 22 quilômetros além do rio Tibagy. 
         O jovem chefe da caravana então tratou logo de comprar várias mulas de carga e montarias necessárias para o resto da viagem que seria através dum picadão escuro e barrento no meio da mata virgem. Contratou-se também um índio manso para servir de tropeiro. Esse índio falava com as mulas em sua língua e elas lhe obedeciam misteriosamente. Muitas vezes o jovem paulista teve que, ele mesmo, bancar o tropeiro, quando o índio não aparecia no serviço. 
         Na madrugada do dia 21/08/1929 estava tudo pronto para a arrancada final da grande jornada, porém havia ainda um grande e aparentemente intransponível obstáculo: não havia nem ponte, nem balsa no grande rio Tibagy. Como que haveríamos de atravessar aquelas águas perigosas. 
         A caravana não podia parar. Então tratamos de alugar todas as canoas que haviam na cidade e os seus respectivos donos para remá-las. Assim, com grande sacrifício e perigo de vida, conseguimos transportar todo aquele material e toda aquela gente para a outra margem tendo o jovem paulista feito várias viagens de ida e volta, ele mesmo remando uma das canoas feita de tronco de árvore e com muita perícia. 
         E as mulas? Ah, sim. Elas travessaram a nado! Uma de cada vez, ao lado das canoas. Enquanto uma pessoa remava, a outra guiava a mula pelo cabresto. 
         Finalmente, depois de um trabalho tremendo, tudo estava pronto, com toda a mercadoria nos lombos dos burros em cangalhas e foi iniciada a longa e penosa caminhada até as terras da Cia. 
         A viagem foi lenta, pois o picadão dentro da floresta fechada era todo cheio de buracos e lama. 
         Depois de muitas horas de marcha lenta, o engenheiro Dr. Alexandre Razgulaeff, jovem russo e dinâmico, olhou para os seus mapas, parou a turma e disse: “Chegamos”. Perguntamos-lhe: “Chegamos aonde?”, pois era tudo floresta fechada ao nosso redor. “Chegamos na divisa das terras da Cia. de Terras Norte do Paraná”. 
         Então logo descarregamos e amarramos as mulas para não fugirem, o que seria uma tragédia. O sr. Alberto Loureiro, português, homem de coragem e grande energia, empreiteiro contratado pela Cia., logo reuniu os seus trabalhadores e abriram uma pequena clareira e construíram dois ranchos de palmito, que foram as duas primeiras habitações nesta zona toda. Essa primeira derrubada e esses dois ranchos estavam localizados onde hoje as encontra a firma Anderson Clayton. 
         E assim, meus queridos amigos, agora vocês conhecem como foi iniciada esta linda cidade de Londrina (Pequena Londres) e como que começou este tremendo progresso que existe hoje nesta cidade e em todo o norte do Paraná. 
         Salvo erro ou omissão, os nomes daqueles bravos pioneiros que fizeram parte daquela primeira caravana são os seguintes: 
         George Craig Smith – funcionário da Cia. Terras e responsável pela caravana. 
         Dr.Alexandre Razgulaeff – engenheiro agrimensor. 
         Alberto Loureiro – empreiteiro. 
         Erwin Frölich 
         Joaquim B. Barbosa 
         Spartaco Bambi 
         Geraldo Pereira Maia 
         Vários trabalhadores braçais. 
         E aquele jovem paulista, que liderou aquela jornada heróica e que é hoje um dos poucos sobreviventes daquela turma de pioneiros, é o que tem a grande honra e satisfação de falar com vocês nesta tarde. Espero, pois, que esta pequena narrativa possa acender uma centelha de ambição nos seus corações e incentivar vocês à vida mais nobre e útil e sadia e de novas conquistas para a grandeza do Brasil e sempre guiados pelo meu e seu melhor amigo, o senhor Jesus Cristo, o qual é hoje o meu Chefe Supremo, pois a Bíblia, que é a Palavra de Deus, nos promete que: “Em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por Aquele (Jesus Cristo) que nos amou”. (Rom.8:37)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

CENTRO DE LONDRINA EM 1950 - FOTO LINDA - CATEDRAL

Não lembro daquela torre nos fundosa da catedral.
Londrina nasceu em meio à floresta norte paranaense das mãos dos semeadores de cidades britânicos, brotou como uma fina flor na boca do sertão, frágil com simples casinholas espaçadas ao longo de ruas mal definidas, um... identidadelondrina.com.br